quinta-feira, fevereiro 16

Sérgio Ricardo - um mestre!

No início dos anos 90 descobri o cantor e compositor, pianista e violonista Sérgio Ricardo (Marília, 1932). Foi paixão imediata. Era Sérgio Ricardo dia e noite. De dia, na vitrola. De noite, no bar Bom Motivo, na voz do Roberto Lapiccirella, meu namorado na época, que cantava várias pérolas de SR, nosso ídolo. Eu vasculhava as lojas pra encontrar seus discos, raridades. Tenho poucos: Um Sr. Talento (da Elenco), Flicts (com Ziraldo), A Grande Música de Sérgio Ricardo (da Philips), Estória de João-Joana (cordel musical com Drummond), o fascículo da Coleção da Ed. Abril e Do Lago à Cachoeira. Esses em LP. Em CD tenho apenas Não Gosto Mais de Mim (da Odeon) e Sérgio Ricardo, do programa Ensaio, lançado pelo Sesc (que ganhei do Falecido). Mas o Roberto, grande colecionador, tinha mais uns quatro que, naturalmente, tenho gravados em fita cassete (na época, infelizmente, não havia ainda copiador de cds).

Há muito tempo não ouvia Sérgio Ricardo. Mas eis que um fato desagradável que me aconteceu esta semana despertou meu coração, e desde então só ouço Sérgio Ricardo, dia e noite, como nos bons tempos. Ontem estourou um cano de um apartamento do andar de cima do meu, e acordei às 7 da manhã com meu ap. alagado... molhou tudo. Móveis, tapetes, enfeites, caixas de som, vários cds, lps e, especialmente, vários discos de 78 rotações e 10 polegadas. Mas o pior de tudo foi enxugar meu violão, impossível não lembrar desta música:

Zelão
(Sérgio Ricardo)

Todo morro entendeu quando o Zelão chorou
Ninguém riu, ninguém brincou, e era Carnaval
No fogo de um barracão
Só se cozinha ilusão
Restos que a feira deixou
E ainda é pouco só
Mas assim mesmo o Zelão
Dizia sempre a sorrir
Que um pobre ajuda outro pobre até melhorar

Choveu, choveu
A chuva jogou seu barraco no chão
Nem foi possível salvar violão
Que acompanhou morro abaixo a canção
Das coisas todas que a chuva levou
Pedaços tristes do seu coração.
____________________________________________________________
Maior sucesso de Sérgio Ricardo, foi composta quando o autor assistiu a um deslizamento na pequena favela em frente à sua janela, que soterrou vários barracos. Foi gravada também por Helena de Lima, Os Cariocas, Elis Regina, André Penazzi, Elza Soares, Paulinho Nogueira, Carolina Cardoso de Menezes, O Quarteto, Waleska, Renato de Oliveira e Orquestra, Paulo Roberto, Celso Murilo, Don Robert, Eduardo Conde, Alcione, etc.

Sérgio Ricardo é um dos melhores cantores de toda música brasileira. Amo sua voz grave, linda de morrer. Excelente compositor, tem mais de vinte discos lançados! Fez trilhas para vários filmes, como Deus e o Diabo na Terra do Sol (de Glauber Rocha, 1964), para teatro e para TV. E ainda por cima é cineasta, escritor e pintor. É possível conhecer todas suas facetas em seu ótimo site.

Algumas músicas que eu amo:

Ponto de Partida

Não tenho para a cabeça
Somente o verso brejeiro
Rimo no chão da senzala
Quilombo com cativeiro, olerê
Não tenho para o coração
Somente o ar da montanha
Tenho a planície espinheira
Com mão de sangue, façanha, olerê, olará
Não tenho para o ouvido
Somente o rumor do vento
Tenho gemidos e preces
Rompantes e contratempo, olerê, olará, olerê, lará

Tenho pra minha vida
A busca como medida
O encontro como chegada
E como ponto de partida

Não tenho para o meu olho
Apenas o sol nascente
Tenho a mim mesmo no espelho
Dos olhos de toda gente, olerê
Não tenho para o meu nariz
Somente incenso ou aroma
Tenho este mundo matadouro
De peixe, boi, ave, homem, olerê, olará
Não tenho pra minha boca
Sagrados pães tão somente
Tenho vogal, consoante
Uma palavra entre dente, olerê, olará, olerê, lará

Tenho pra minha vida
A busca como medida
O encontro como chegada
E como ponto de partida

Não tenho para o meu braço
Apenas o corpo amado
E assim sendo o descruzo na rédea
No remo e no fardo, olerê
Não tenho para a minha a mão
Somente acenos e palmas
Tenho gatilhos e tambores
Teclados, cordas e calos, olerê, olará
Não tenho para o meu pé
Somente o rumo traçado
Tenho improviso no passo
E caminho pra todo lado, olerê, olará, olerê, lará

Tenho pra minha vida
A busca como medida
O encontro como chegada
E como ponto de partida.

Tarja Cravada

Onde hoje é tarja preta
Lia-se frase otimista
E nela se acreditava
Do cético ao humanista
A ela todos se davam
Amor de primeira vista
Onde ontem era frase
Hoje é uma tarja na vista
Hoje é uma tarja na vista, é, é

Vivia como que solta
No firmamento estrelado
Em cada ponta de estrela
Letra por letra apagada
Hoje se vê cruz e vela
De tanta morte cravada
Vinte e um cruzeiros de velas
De tanta morte cravada
De tanta morte cravada, é, é

Sob um carimbo redondo
A luz de um losango dourado
Esmaeceu com o tempo
Na sorte do mau olhado
Em limbo se desfazendo
Já não se dá por achado
Sobre o losango um carimbo
De tanta morte cravada
De tanta morte cravada, é, é

A noite cobriu a mata
Apagando a natureza
Que por viver de harmonia
Sem verde e sem mais beleza
Perdeu a fisionomia
Nas rugas dessa tristeza
Nas rugas dessa tristeza
De tanta tarja cravada
De tanta tarja cravada, é, é
É!

Esse Mundo é Meu
(Sérgio Ricardo/Ruy Guerra)

Esse mundo é meu
Esse mundo é meu

Fui escravo no reino
E sou escravo no mundo em que estou
Mas acorrentado ninguém pode amar

Saravá, Ogum
Mandinga da gente continua
Cadê o despacho pra acabar
Santo guerreiro da floresta
Se você não vem eu mesmo vou
Brigar

Esse mundo é meu
Esse mundo é meu.
___________________________________________________________________
Gravada originalmente por Elis Regina. E também por Sérgio Ricardo e Nara Leão.

O Nosso Olhar

Viu
Quanta coisa linda
Você e eu sentimos
Sob este luar
Dentro do silêncio
Que a noite fazia
Pelo nosso amor

Viu
Como os nossos olhos
Foram se entregando
E se integraram
Na linguagem pura
Que os olhos ditam
Pelo coração

Viu
Como o mundo inteiro
Ficou pequeno
E em nossas mãos
Virou veneno
Que a noite bebeu
Pelo nosso amor

Viu
Como basta pouco
Para amar-se muito
Um luar bonito
Uma noite quieta
E o olhar tão puro
Deste nosso olhar.
_______________________________________________________________
Gravada também por Tito Madi, Alaíde Costa, Catamor, Lúcio Alves, Silvio César, Claudette Soares e Dick Farney, O Quarteto, Waleska, Zezé Gonzaga e Jane Duboc, etc.

Arrebentação

Meu amor não me faça falar
Eu não digo, eu não posso dizer
O que vai na minha canção
Só eu sei
Só eu sei

Peça que eu plante mágoas
Plantarei
Peça que eu colha rosas
Colherei

Ai, a grande tormenta roubou
Os versos que eu tinha pra lhe dizer
E por mais que eu procure buscar
Palavras perdidas no ar
Vem a onda pra me impedir
De rimar
De rimar

Luto contra a arrebentação
E gaivotas famintas vão
Devorando a palavra
Perdida que naufragou.

Quem sabe passada a tormenta
Esta mesma palavra
Se agarre na proa de algum barco à vela
E eu volte a encontrá-la na beira do mar
Vou vesti-la de estrelas
Com brilhos de versos de claros poemas
Ponteando a viola
Eu te prometo morena
Improvisar um galope à beira-mar.

Beira do Cais

Chegou o mar batia
No rasgo do vento
Na beira do cais
Chegou respirando
Era vivo portanto
Na beira do cais
E só o que trazia
Era a noite vazia
Na beira do cais
Traçado o desgosto
No mapa do rosto
Na beira do cais,
marinheiro
Ai ai, beco sem saida na beira do cais
Ai ai, sem meia medida na beira do cais

Marinheiro
Leme solto
No rumo do poço, fosso
Negro do fundo do mar

O amor arrancado
Do bolso rasgado
Na beira do cais
Nos braços de outro
Perdeu seu tesouro
Na beira do cais
Pesando vingança
Perdeu na balança
Na beira do cais
Olhando pro fundo
Do muro das ondas
Na beira do cais
Marinheiro
Ai, ai, roía o retrato na beira do cais
Ai, ai, cortado de rato na beira do cais
Marinheiro
Leme solto no rumo do poço, fosso
Negro no fundo do mar

Um tiro no ouvido
Ao longe um estampido
Na beira do cais
Um rombo no muro
Um rosto no furo
Na beira do cais
No rasgo do vento
Nem grito ou lamento
Na beira do cais
E o mar despejava seu terceiro mundo
Na beira do caos, marinheiro
Ai, ai, ao longe as sirenes na beira do cais
Ai, ai, voa gaivota serena na beira do cais

Marinheiro
Leme solto no rumo do poço, fosso
Negro no fundo do mar.

Enquanto a Tristeza não Vem

Tristeza mora na favela
Às vezes ela sai por aí
Felicidade então
Que era saudade sorri
Brinca um pouquinho
Enquanto a tristeza não vem

Canta
Canta
Nasceu uma rosa
Na favela.
_______________________________________________________________________
Gravada também por Elis Regina e Jair Rodrigues e pelo Quarteto em Cy.

Folha de Papel

Olha só o que o vento faz com o papel
E traga ele a notícia que for
Vai voar… voar…

É assim quando se gosta de alguém
Não se consegue mais impedir
Que o amor
Faça o mesmo com o coração
Traga ele que razões trouxer
Nem o tempo sabe mais dizer
Quando é ontem, hoje ou amanhã

Olha só
Como a gente nem sabe onde está
Nós somos o papel a voar
Contemplando este mundo
Tristonho, profundo
Olha bem porque quando se tem tanto amor
A gente pode ver muito mais.
_________________________________________________________________
Outra gravação conhecida: Leila Pinheiro.

Mundo Velho Sem Porteira

Chora o apito
Recordação
De coisa viva
No coração

Ê mundo velho
Êta mundo sem porteira
Vou me levando
No retão da lembranceira
Minha dor é como a lenha
Numa caldeira
E a saudade um trem de carga
Sem passageira.
___________________________________________________________
Tema principal do terceiro filme de Sérgio Ricardo, Juliana do Amor Perdido. Foi gravada também por Jair Rodrigues e Adauto Santos.

Do Lago à Cachoeira

Sei que é difícil mudar
Quando o rumo é o de nossa vida
E bem pior é se a gente
Vê que não tem mais saída

Saí buscando não sei se o vento
Ou se o rumor das ondas
Falando nos caminhos
Brotou em minhas mãos
Fonte nascente e se avolumou

Sem que eu percebesse
Ocupou todo o espaço
E o nó desatou do laço
Quando me vi sem amarras
Saí agitando os braços

Virei o rio que rompe a barragem
Que sai lambendo a terra
A mata o leito a margem
Só sei que lá fui eu
Do lago à cachoeira.

Calabouço

Olho aberto ouvido atento
E a cabeça no lugar
Cala a boca moço, cala a boca moço
Do canto da boca escorre
Metade do meu cantar
Cala a boca moço, cala a boca moço
Eis o lixo do meu canto
Que é permitido escutar
Cala a boca moço. Fala!

Olha o vazio nas almas
Olha um violeiro de alma vazia

Cerradas portas do mundo
Cala a boca moço
E decepada a canção
Cala a boca moço
Metade com sete chaves
Cala a boca moço
Nas grades do meu porão
Cala a boca moço
A outra se gangrenando
Cala a boca moço
Na chaga do meu refrão
Cala a boca moço
Cala o peito, cala o beiço
Calabouço, calabouço

Olha o vazio nas almas
Olha um violeiro de alma vazia

Mulata mula mulambo
Milícia morte e mourão
Cala a boca moço, cala a boca moço
Onde amarro a meia espera
Cercada de assombração
Cala a boca moço, cala a boca moço
Seu meio corpo apoiado
Na muleta da canção
Cala a boca moço. Fala!

Olha o vazio nas almas
Olha um violeiro de alma vazia

Meia dor, meia alegria
Cala a boca moço
Nem rosa nem flor, botão
Cala a boca moço
Meio pavor, meia euforia
Cala a boca moço
Meia cama, meio caixão
Cala a boca moço
Da cana caiana eu canto
Cala a boca moço
Só o bagaço da canção
Cala a boca moço
Cala o peito, cala o beiço
Calabouço, calabouço

Olha o vazio nas almas
Olha um violeiro de alma vazia

As paredes de um inseto
Me vestem como a um cabide
Cala a boca moço, cala a boca moço
E na lama de seu corpo
Vou por onde ele decide
Cala a boca moço, cala a boca moço
Metade se esverdeando
No limbo do meu revide
Cala o boca moço. Fala!

Olha o vazio nas almas
Olha um violeiro de alma vazia

Quem canta traz um motivo
Cala a boca moço
Que se explica no cantar
Cala a boca moço
Meu canto é filho de Aquiles
Cala a boca moço
Também tem seu calcanhar
Cala a boca moço
Por isso o verso é a bílis
Cala a boca moço
Do que eu queria explicar
Cala a boca moço
Cala o peito, cala o beiço
Calabouço, calabouço

Olha o vazio nas almas
Olha um brasileiro de alma vazia.

Tocaia

Baixava a noite na mata
E havia um pressentimento
Te cuida, te esconde
Apaga o teu rastro do chão

Havia mais que o silêncio
Na noite passada em claro
Batia no peito
O medo do amor se perder

De mais a mais tanta coisa
Ficando torta, morta, solta
Por onde ir amanhã
Rochedo contra as águas
Na brisa a pólvora no ar
Recado contra as mágoas
Do sonho tido em fração de tempo
Nunca sabido nem desvendado
Correndo em seta pelas picadas
Tropeçando cai nos braços dela
Nos beijos dela
No colo dela
No pranto dela

Não era noite nem dia
Era um tempo sem cor nem hora
Tocaia, tocaia, tocaia
E Lamarca a traição

Cravado por mil centelhas
Era o medo matando um homem
Não mata, não mata, é amado
E ninguém quis ouvir a voz
Nasce o sol
Na mata um boi desembesta
E corre sem parar
Ê boi
Fasta revivência.

Vou Renovar

Vou renovar
Sou um cantador da classe média
E trago por satisfação
Cantar para o ser humano
Que me ouve com atenção
Do que eu vejo todo dia
Faço verso e melodia
Pra poder ganhar meu pão

Vou renovar
Canto para a classe A
Canto para a classe B
Cantoria popular
Que não é nem A nem B
Cuja fonte está no povo
Onde eu vou buscar o novo
E aprender meu B-A-BA

Vou renovar
Porque é que eu fui classificar
Já está dando uma embolada
Eu me embolei no A com B
Me embolei no B com A
Mas me diga onde é que está
A classe do B sem A
E a classe do A sem B
Não me diga que ela é C
Porque C é comunista
E vai dar muito na vista
E os homens vão te apanhar

Vou renovar
No rompante da embolada
Deu-se a classificação
Mas vou me livrar do fato
Concluindo a falação
Pra ficar tudo onde está
Eu não me chamo Benedito
E fica o dito por não dito
E o dito por não falar

Vou renovar...
________________________________________________________________
Do Lp Sérgio Ricardo, de 1973.

Juliana Rainha do Mar

Foi num dia de fevereiro
Tempestade no alto mar
Era eu e meus companheiros
Mais a morte a nos arrodear
Pela praia de pranto um rio
Rosa e reza contra um temporal
Euê euá
Era o encanto em canto de Iemanjá

Mas o milagre no dia clareou
E no mar o amarelo amarelou
Em seu véu todo vento se acalmou
Juliana
É a rainha do mar
Juliana
Meu valei-me valeu
Juliana
É a rainha do mar

Quando baixa a maré na areia
Surgem coisas que o mar cobriu
E uma história não verdadeira
Na vazante deixa o que mentiu
Foi num dia de fevereiro
Rosa e reza beirando o mar
Euê euá
Concha clara neste marejar

Maré sobe, maré, maré subiu
Maré vaza, maré, maré vazou
Só restou do pecado o pecador
Juliana
É concha clara no mar
Juliana
Euê, euá
Meu valei-me valeu
Juliana
É a rainha do mar.

Jogo de Dados

Cuidado cantor
Não vale errar o palavreado
Cada dado é uma palavra
Cada palavra é um dado
Cada truque traz a troca
E todo troco vem truncado
Cuidado cantor…

A gente é a gente, é um pedaço
A gente é um pedaço de homem
Cercado de ilha por todos
Cercado por todos os lados
Posso errar na geografia
Mas vou acertando nos dados

Cuidado cantor…

A ilha é a ilha, é um pedaço
A ilha é um pedaço de gente
Cercada de cerca por todos
Cercada por todos os lados
Posso errar na geografia
Mas vou acertando nos dados

Cuidado cantor…

A cerca é a cerca, é um pedaço
A cerca é um pedaço de homem
ilhada de gente por todos
ilhada por todos os lados
Posso errar na geografia
Mas vou acertando nos dados

Cuidado cantor…

O homem é o homem é um pedaço
O homem é um pedaço de ilha
Cercado de gente por todos
Cercado por todos os lados
Posso errar na geografia
Mas vou acertando nos dados

Cuidado cantor…

A ilha é a ilha é um pedaço
a ilha é um pedaço de terra
cercada de água por todos
cercada por todos os lados
Assim como a geografia
Traçada no mapa dos dados

Cuidado cantor…

Canto Americano

Mi canto es americano
Es un grito, un vuelo de pajaro
Es vuelo blanco bajo el cielo

Mi cielo es americano
Por donde vuela blanca esperanza
Esperanza blanca de todo el pueblo

Mi pueblo es americano
Blancas manos blancas sonrisas
Mientras el negro por los cabelos

Mis negros americanos
Color de hermanos de negro dolor

Besame rosa de sangre
Rojo es el color del alma

Mi dolor americano
Es el canto de los senderos
Del hombre campo por los caminos

Mi camino americano
Es abrirlo de las amarras
mano en la mano del hombre hombre

Hombre hombre americano
Eres pajaro cautivo en la tierra
Que tiene ganas de vuelo blanco

Vuelo blanco americano
En la noche negra de su dolor

Besame rosa de sangre
Rojo es el color del alma.


Sérgio Ricardo é um dos intérpretes da série Songbooks do Chediak, e gravou lindamente Vou Ver Juliana (fico arrepiada só de ouvir), Maracangalha e O Mar, de Dorival Caymmi. Gravou também Olha Maria (Tom/Vinícius e Chico) e Terra Seca, do Ary Barroso.

6 Comments:

Blogger Szegeri said...

Ufa!!! Haja fôlego...
Isso aqui não é um blogue. Isso é a primeira versão da Enciclopédia Valente da Música Brasileira.
Se me permite uma obersvação, no "etc" das gravações de "O Nosso olhar" está a mais bela de todas, em minha opinião, pela Divina Elisete, se não me engano no seu último disco. A voz já então um tanto cansada da Grande Dama redobra a garra de sua interpretação e traz uma dimensão dramática ainda maior a essa que é uma das mais belas canções de SR.
Bom, eu falei que agora tu ia ter que me agüentar...

fevereiro 17, 2006 12:07 PM  
Anonymous Roberta Cunha Valente said...

Isso porque eu estou com tendinite. Senão eu publicaria todas as músicas dele ;-)

Amore, não lembrava dessa gravação, sem dúvida importantíssima. Obrigada pela contribuição. Com certeza sempre vão faltar nomes. Pode me corrijir.
beijoca

fevereiro 17, 2006 1:11 PM  
Blogger Claudinha said...

Oi
Gostaria de saber como consigo as letras do disco Flicts de Ziraldo, criado por SErgio Ricardo, cantado por Quarteto em cy e MPB4.
Por favor estamos (na minha escola) precisando muito disso.
O LP ja compramos pela internet. Foi um achado, pq é raridade. Ja ficamos muito felizes por isso, agora só faltam as letras das musicas, pq no disco nao tem.
Um abraço. Espero q possam me ajudar.
claudiabarbosaa@terra.com.br
Obridada.!!!!

novembro 06, 2006 8:51 PM  
Blogger Fábio said...

OI roberta, eu sou Fábio, moro em Petrópolis estado do Rio , tenho 31 anos e vivi coisa semelhante ao que vc relatou, a pouco tempo conheci essa maravilha chamada Sérgio Ricardo, e a paixão por sua obra tambem foi imediata, e também uma senssação de carinho e gentileza por sua Personalidade, coisa que nunca havia ocorrido comigo, somos felizes por termos esse espirito de alma maravilhosa entre nós e essa bela aura que o envolve.

Fábio Souza dos Santos - f.sousantos@gmail.com

outubro 04, 2009 4:39 PM  
Anonymous Eliana Pace said...

Olá, pessoal, que alegria ler os comentários sobre o queridissimo Sergio Ricardo.Tive a honra de assinar a biografia dele, Canto Vadio, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, que acaba de ser lançada, e gostaria que vcs lessem e opinassem. Vamos compartilhar o amor e respeito que temos por esse grande homem e grande artista.

maio 19, 2010 4:39 PM  
Anonymous Reginaldo James said...

Como é bom saber do seu livro, Eliana. Homens como Sérgio Ricardo não são apenas raros: são únicos. Postura,coragem raríssima, cultura,letras e músicas maravilhosas, piano lindíssimo e voz inigualável fazem dele um ser humano que merece todo o nosso respeito e homenagem. Desde que lançou sua primeira música sigo-o com admiração. Gostaria de cumprimentá-lo não apenas por sua obra mas pelo exemplo de vida que leva. Um abraço muito carinhoso e agradecido.

agosto 29, 2014 9:27 PM  

Postar um comentário

<< Home